Nove
anos
depois
de
fundado,
o
Fórum
Social
Mundial
volta
ao
berço,
Porto
Alegre,
e
o
Fórum
Econômico
Mundial
continua
na
aristocrática
Davos,
da
qual
nunca
saiu.
Mas,
após
a
crise
de
Wall
Street,
ambos
precisam
pensar
o
papel
do
Estado
de
maneira
diferente
do
que
faziam
em
2001.
No
Norte,
a
revista
Time
fala
da
reunião
como
“a
morte
do
Homem
de
Davos”,
o
tipo
ideal
descrito
como
homem
branco
europeu
ou
norte-americano,
defensor
da
globalização
e
do
livre
mercado.
Além
de
ter
traços
cada
vez
mais
asiáticos,
latino-americanos
ou
africanos,
os
protagonistas
preocupam-se
com
fortalecer
a
“governança
global”
e
querem
do
conjunto
dos
Estados
do
G-20
que
controlem
a
crise
e
resgatem
os
mercados.
No
Sul,
questão
análoga
é
posta
por
um
dos
fundadores,
Emir
Sader.
Critica
as
ONGs,
que
ocupam
seis
dos
oito
assentos
do
comitê
organizador,
por
usurpar
o
papel
dos
movimentos
sociais
e
dos
Estados
nacionais.
“As
ONGs
têm
papel
secundário,
que
é
de
ajudar
os
movimentos
sociais
a
se
organizar.
Têm
de
abrir
caminho
e
se
retirar
do
primeiro
plano.
Qual
é
o
Estado
que
queremos?
Se
não
for
o
que
está
acontecendo
na
Bolívia,
eu
não
sei
que
outro
mundo
é
possível.”
Na
virada
do
milênio,
o
pensamento
único
do
“Estado
mínimo”
dominava
a
direita
neoliberal
e
muitos
militantes
da
esquerda
eram
seduzidos
por
um
certo
anarquismo
ingênuo
que
pregava
“mudar
o
mundo
sem
tomar
o
poder”.
Anos
de
duras
lições
restauram,
em
ambos
os
lados,
a
consciência
de
que
não
é
possível
separar
os
conflitos
sociais
e
econômicos
da
luta
pelo
poder
político.
Publicado
em
Carta
Capital
em
29/01/2010
Fetivesp - Federação dos Trabalhadores nas Industrias do Vestuário no Estado de São Paulo