Apesar
dos
efeitos
tardios
sobre
as
exportações,
a
alta
do
dólar
serve
de
incentivo
para
a
melhoria
da
competitividade
dos
produtos
brasileiros.
No
entanto,
de
acordo
com
o
André
Nassif,
professor
de
economia
internacional
da
Fundação
Getulio
Vargas
(FGV),
o
efeito
só
será
duradouro
se
o
governo
mudar
a
política
em
relação
ao
câmbio
e
impuser
mais
medidas
de
controle
do
capital
que
entra
no
país.
A
classe
média
vai
pensar
agora
em
usar
sua
pequena
poupança
para
comprar
imóveis
e,
quem
sabe
no
futuro,
passar
a
crer
em
capitalização
de
empresas,
por
exemplo.
Isto
é
historicamente
muito
bom,
mas
ainda
não
é
a
construção
de
uma
cultura
de
poupança
e
investimento
para
o
País.
A
tensão
com
as
entidades
financeiras
foi
intensificada
quando
Dilma
criticou
os
bancos
diretamente
em
discurso
transmitido
para
comemorar
o
Dia
do
Trabalhor.
Ela
cobrou
dos
bancos
privados
mais
esforços
para
reduzir
as
taxas
de
juros
cobradas
em
empréstimos,
cartões
de
crédito
e
no
cheque
especial.
“Mexer
na
poupança”
foi
uma
medida
muito
ousada
já
que
a
oposição,
os
banqueiros
e
a
mídia
conservadora
estavam
babando
de
vontade
para
colar
em
Dilma
o
rótulo
que
Collor
carrega
até
hoje:
“mexeu
na
poupança”.
Tiro
n’água.
A
presidente
goza
de
alta
popularidade
e
associou
a
mudança
da
poupança
ao
movimento
de
redução
das
diversas
taxas
de
juros
da
economia.
Estratégia
bem
sucedida.
Neste
momento
em
que
o
Brasil
vive
uma
fase
de
busca
do
crescimento
continuado,
da
inflação
controlada
e
dos
juros
baixos,
José
Alencar
certamente
está
mandando
lembranças,
boas
lembranças.
Aboletado
em
sua
sala,
cada
presidente
de
banco
vê
a
si
mesmo
como
um
instrumento
passivo
de
forças
externas
que
ele
não
pode
controlar,
mas
tais
"forças
externas"
nada
mais
são
do
que
ele
mesmo
e
seus
colegas
presidentes,
certamente
nada
a
ver
com
os
depositantes.
Embora
tenha
concordado
em
auxiliar
o
fundo,
o
Brasil
destacou
sua
insatisfação
com
a
representatividade
dos
emergentes
na
instituição
financeira.
O
FMI
aceitou
pela
primeira
vez,
no
ano
passado,
que
os
controles
de
capital
possam
ser
uma
solução
para
a
instabilidade
que
geram.
“O
Brasil
tem
toda
a
intenção
de
seguir
aplicando
suas
políticas
de
defesa
do
real”,
conclui
Mantega.
A
Festa
do
dia
das
crianças
organizada
pelo
Sindicato
dos
Sapateiros
de
Franca,
presidido
pelo
companheiro
Fábio,
reuniu
mais
de
4500
pessoas.
Entidade
já
começa
a
mostrar
serviço
para
os
trabalhadores
e
para
toda
a
comunidade
local.